Somos o que permitimo-nos tornar. somos o que permitimo-nos ser. e é essencial saber que na maioria das vezes ninguém vai te salvar pois só tu podes ajudar-se. ninguém te dará nada pois és tu quem precisas sair por aí, vir cá para fora e lutar por tudo aquilo o que queres. ninguém sabe o que queres a não ser a ti próprio. ninguém vai sentir-se arrependido como tu. e há tantas coisas que não resolvem-se sozinhas e outras, que ninguém pode esclarecer para nós. 




para de culpar o mês, o ano, o clima, os outros, as expectativas, a tua realidade, as tuas circunstâncias. não desista de sonhar, mas é preciso começar a fazer. de verdade. falar o que sentes, no momento em que sentes. entender que a opinião dos outros, o acham ou deixam de achar: é merda. traçar planos e ir. só ir. correr e buscar. buscar o desconhecido, o que te dá medo, o que tens vontade e curiosidade. deixar de simplesmente existir e começar a viver. e sentir. sentir tudo e mais um pouco.




Milhões de pessoas decidiram não ser sensíveis. Deixaram crescer camadas grossas de proteção ao redor delas para evitar ser machucadas por alguém. Mas é um preço alto a pagar. Ninguém pode machuca-las, mas ninguém pode fazê-las felizes também.



Coração, já não sente falta de cerimônias e entende, não é todo mundo que precisa saber de tudo. as pessoas usam máscaras e aparentam algo, até mostram o que não são porque estão a enganar a si próprias - não as culpe, permita que se encontrem, mesmo que isso signifique deixar de acompanhá-las. 



não precisas ser fonte de sentimentos nem desnutrir-se por ninguém. não dês tudo, compartilhes só o necessário. os teus olhos já não perdem-se nas formas bonitas e tu não precisas mais suar de nervoso, já sabias sentir e agora já sabes brincar. coração, finalmente entendeste que não precisas de ninguém além de si próprio, entendeste que é sobre deixar ficar quem mesmo em teus piores momentos escolheu ficar. eu sei, eu sei que sentes muito, sentes tanto! que as vezes parece que vais sair pela boca junto com mais um monte de coisas que precisam vir cá pra fora. deixe que digam que é bobagem, drama, exagero. só a gente sabe o que acontece aqui dentro. sê sincero com o que sentes. mostre quando sentes de mostrar. silencie quando sentes de silenciar. faça o que tiver de fazer mas não se esqueça, não importa onde, quando ou com quem seja e esteja, cuida de ti. 





Por sermos criaturas de hábito, precisamos agir apesar do medo, da dúvida, da insegurança, da preocupação, da incerteza e do desconforto.
Se tu esta se sentindo paralisado, levanta e age. 
Quanto mais o conforto se torna prioridade na sua vida, mais contraído de medo você fica.
Na próxima vez que você se sentir desconfortável, indeciso ou intimidado, em vez de se recolher ou se refugiar na insegurança, siga em frente. Só fazendo isso que tu vai conseguir quebrar todos esses medos e subir mais um degrau para chegar onde você sempre quis.




deixa, pode deixar. deixa um pé dentro e outro fora. já deixou de fazer sentido procurar pertencer ao que não pertenço. já deixei de lado a vergonha do que pertenci. é arrepender-se e tentar de novo, sair daí! é sobre colecionar experiências ao invés de exclui-las. é maravilhar-se com as simples possibilidades. e – muito importante – proibir-se desse nosso gostar e não gostar de hoje. permita-se impressionar por tudo aquilo o que diz que não gosta – incrível será quando começar a gostar disso também. não sejamos fechados: sejamos múltiplos. é o aprender a povoar-te. evitar os absolutos. e amar tudo o que puder.






Você precisa ser gentil consigo mesmo. deixar de barrar as mudanças que chegam de repente e permitir que o desapego de tantas coisas simplesmente aconteça. porque não faz sentido deixar antiguidades penduradas nas paredes desse coração, já passou a hora de trocar essa decoração. e é tão bom ver o agora, uma nova etapa constante, permitir-se fluir com tudo e todos enquanto se enxerga crescer. desfoque o ontem, no que não está mais aqui. manda embora os forasteiros que tiram a paz e faz-nos agir no impulso, no pensar de forma negativa, que nos machucam. quero ser observador de mim mesmo e entender tudo o que me deixa aflito como uma criança. porque o sofrimento existe, eu sei, mas não quero mais permitir que faça morada aqui. eu quero cuidar de mim. comece por apenas querer cuidar de si.








Quem disse que eu preciso ser o que sempre quiseram que eu fosse porque tenho ideais e padrões alheios para preencher? Quem disse que menino não pode gostar de flores, de rosa e menina não pode usar camisão, amar futebol? Quem disse que eu não posso mudar de opinião? Pensar sobre algo hoje, mudar amanhã e de novo, depois? Quem disse que eu jamais poderia sorrir de novo porque a pressão era demais, porque minha alma suspirava que não aguentava mais? Quem disse que a gente precisa de outra pessoa para ser feliz? Que eu não posso estar aqui, sentado, sozinho, feliz e me divertindo, aproveitando um bom tempo comigo? Quem disse?




Feliz sou eu que sinto, que amo, que falo. Que me entrego sem medo, e que levanto depois dos tombos de cabeça erguida e sem perder a minha essência. Tá tudo bem ser sensível e sentir o mundo inteiro a flor da pele. Tem que ser muito grande pra fazer caber o mundo dentro do peito.



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